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C´est La Vie Amelie

C´est La Vie Amelie

Assumidamente uma antissocial

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Não me lembro de quando me tornei assim tão antissocial.

Apaixonei-me pela pandemia, fiquei com nostalgia das ruas vazias, acabaram os beijinhos, agora só abraços sentidos.

Gosto de falar e abraçar a minha amiga do pão, gosto de ser simpática e falar com quem me atende na mercearia, no supermercado e quando vou buscar frango assado, e tudo isto é-me suficiente para um contato pessoal, depois regresso ao meu mundo e não, não substituo por redes sociais.

Às vezes quando o contato tem que ser mais do que o desejado por mim, o meu corpo, especialmente a minha mente, ressente-se.

Poderia viver no meio do mato, como o desejo tantas vezes, só teria de estar suficientemente perto para ir comprar pão.

Não acredito que não precisamos de ninguém mas qb, assim como as minhas amigas (muito poucas) sabem que estou cá para elas, como costumo pensar, posso ser a primeira amiga a chegar mas também poderei ser a primeira a ir, assim que estiver tudo como deve estar.

Resguardo a minha pessoa de conversas que não dizem nada, de pessoas que não acrescentam.

Talvez digam de mim que tenho a mania que sou importante, superior mas são aqueles que gosto/amo que levam o meu melhor ser. Gosto de brincar, gozar, dizer mal e ganha-me aquele que tenha sentido de humor e um bom coração são esses que me levam na certa.

Não ganho nem perco, eu sou assim. Tenho uma amiga que em tom de brincadeira chama-me ermita, gostava de ser mas ainda não cheguei lá mas hibernar no inverno é um sonho para mim, assim como uma casa no meio do mato, ah ah ah.

Eu sou assim, assumidamente uma antissocial.   

 

 

O Gato Que Salvava Livros, Sosuke Natsukama

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Nunca pensei que algum dia iria ler um livro em que os gatos seriam os protagonistas, não são de todo os meus animais preferidos ou que eu tenha alguma afinidade.

Mas os escritores japoneses inundaram as nossas livrarias com estas personagens felinas e foi difícil não me deixar cair. Livros escritos por autores japoneses e em que a história passa-se numa livraria eu não consigo resistir e o primeiro que me caiu nas mãos foi o, O Gato Que Salvava Livros de Sosuke Natsukama.

Um livro de leitura fácil e leve que mantem o nosso coração quentinho nestes dias frescos de outono.

Como já partilhei, a história desenrola-se na livraria, do avô de Rintaro. Rintaro é um menino solitário e pouco dado a conversas.

Um dia, um gato muito peculiar aparece-lhe na livraria e pede-lhe ajuda para salvar livros, Rintaro aventura-se por labirintos sempre com a certeza que pode não voltar.

Este menino solitário descobre a importância da amizade, da confiança, do legado que o avô lhe deixou e claro o amor.

Já estou de olho noutros livros deste género, com gatos e acho que também não me vão desiludir.

E vocês, gostam de gatos como personagens de livros?  

Tudo é presente?

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Cá em casa existe uma norma em relação a presentes.

Eletrodomésticos nunca podem ser presentes de aniversário ou Natal.

Foi sempre uma regra que eu impus ao meu marido desde o início, e porquê?

Porque os eletrodomésticos são para "a casa" e que podem ser usados por todos e não só para me poderem facilitar a minha vida. Pode ser uma regra feminista se lhe quiserem chamar mas com demasiado sentido para mim.

Por outro lado, o meu marido não gosta de receber meias nem boxers como presente, talvez por receber quase todos os aniversários e Natais. Num dos Natais ofereci-lhe, eu muito feliz por lhos dar porque adoro receber estes artigos tão utilitários e precisamos sempre, vi pelo seu sorriso amarelo e a tentar disfarçar que não era de todo um presente que tivesse gostado.

Espantada fiquei eu, como é que ele não partilha o meu gosto por meias e cuecas e o engraçado é que gosto mais de receber do que comprar para mim.

E em vossa casa como é, tudo é presente?

 

Onde é que me perdi?

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A pergunta que mais tem ocupado a minha mente "Onde é que me perdi?"

Muitas vezes nem me recoheço,não tenho energia estou quase sempre cansada ou canso-me facilmente, a alegria a maior parte do tempo não aparece.

Esta pergunta coloquei-a também à minha psicoterapeuta também por me estar a atormentar a mente.

Perdi-me no cansaço, numa casa que demorou anos a vender e com a preocupação de não conseguirmos a casa que queriamos e tinhamos em mente, na insolvência do meu primeiro emprego e estive lá 12 anos e que adorava, em dois trabalhos que vieram a seguir e que foram um tormento, perdi-me na doença mental do meu pai, num acidente de viação que tive aos 5 anos, numa infância que não tive, nos papéis trocados na minha família, enfim perdi-me de mim.

Até me perdi na força que tive que arranjar vinda de não sei onde e não havia outra solução se não a ir buscar.

Cheguei aqui, sem conseguir ter um trapolim para eu poder saltar para cima. Eu sei que não é para sempre mas sinto o tempo a passar demasiado rápido para o tempo que preciso.

 

Terapia de novos lugares

Voltar à Pastelaria Suíça de hoje é muito diferente de voltar à antiga pastelaria.

Uma pastelaria imponente dos anos 20 que nem todos tinham acesso a entrar, seria então uma pastelaria elitista naquela altura.

Os anos foram passando e as formas de pensar também se foram adaptando aos novos tempos.

Quando era pequena a minha avó trabalhava perto da Pastelaria Suíça e fui com ela algumas vezes lá lanchar, gostava das montras grandes que era difícil escolher o que comer tal era a diversidade e tudo com tão bom aspecto e os empregados sorriam-nos sempre. E o engraçado que era pagar para se ir à casa de banho, coitada agora que me lembro dela lembro-me também de como o era tudo um pouco escuro.

Mais tarde com as novas obras o espaço ficou estranho, era grande demais e os balcões perdiam-se no espaço.

Deixemo-nos de saudosismos e voltemos ao século XXI. Nova morada, um espaço mais pequeno mas muito bonito e agradável com um painel de azuleijos da Viúva Lamego, e a montra dos doces é um pedaço de mau caminho e só maravilhosa/deliciosa.

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Para muita pena minha, a simpatia e um sorriso para o cliente é uma coisa que não se encontra, sentimo-nos ali como "frangos no aviário" em que assim que pagamos somos encaminhados para um outra fila na lateral e que por sua vez a funcionária que trata do nosso pedido nem para nós olha quanto mais esboçar um belo sorriso. Talvez para quem não leve a simpatia tão a peito como eu não se importe, eu fiquei dececionada sobretudo por uma casa que tem tanta história e de tamanha importância para a nossa cidade, Lisboa.

Do atendimento frio e triste quero acreditar que quem confeciona aquelas iguarias tenha Amor para dar porque são maravilhosas.

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Irei voltar só para comer um "esquimó" que fiquei de olho de outra cliente, depois Au Revoir Pastelaria Suíça, talvez volte quando for velhinha e me apeteça uma torrada com um chá.

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Combinamos um lanche?  

      

A minha estação

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Finalmente o outono!

As estações regressam mas nós nunca regressamos os mesmos, mesmo que até pareçam que as coisas estejam na mesma.

Uma pessoa que nasceu normalmente no mês mais quente do ano anseia por meses não com tantos extremos o calor e o frio, mais feliz ficaria se as meias estações se mantivessem.

O recolher mais cedo tem o sabor de uma tarde de maçã com muita canela e um chá quente vai aquecendo a alma enquanto escorre pela garganta. 

A melancolia dos dias cinzentos traz com ela mais pensamentos a uma mente inquieta e a mais silêncios.

Vejo-me a pedir muitas vezes que todos comecem a acalmar mais cedo e a ligar as luzes na penumbra para aquecer o meu coração.

O meu corpo indeciso na roupa que traz, vê-se muitas vezes assoberbado pelo calor abafado que nada condiz com a cor do dia.

Tento-me acalmar, a dar tempo ao tempo e tentar deixar passar a ansiedade que o setembro traz sempre.

 

 

 

C´Est La Vie Amelie

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Porquê C´Est La Vie Amelie?

Amelie que nome bonito, se tivesse outra filha chamar-se-ia Amélia porque com toda a certeza não se poderia chamar "Amelie".

C´Est La Vie porque é isso mesmo, é a vida e quantas vezes ouvi essa expressão na minha adolescência e estou rendida à série Emily in Paris.  

Começou por uma página no Instagram com o intuito de ser simples e só colocar fotografias como se de um álbum se tratasse, agora quero mais que isso, é quase como se fosse um pequeno diário. 

A minha paixão pela escrita acrescenta-lhe a vontade de ter um blogue. Apercebo-me que tenho tantas paixões e poucas vezes lhes dedico tempo. Até posso questionar se realmente são paixões mas a forma como me sinto enquanto as realizo não deixam dúvidas.

 

Desejo muito que me acompanhem estes semi-diários da C´Est La Vie Amelie.

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