Não sei se passaste rápido, mas nem foste nem bom nem mau. Foste o ano da tristeza, do choro, da raiva, da pena, da revolta.
Afirmaram-se amizades, e trouxeste-me novamente amizades de longa data, aquelas que sempre foram e que sempre estiveram mas que eu precisei do meu tempo por nem conseguir ter o que tinha e talvez me passou pela cabeça que tivéssemos ficado por ali.
Mas não, amizades de raízes fortes que foram companheiras de quase uma vida não acabam, pelo menos a nossa não.
Preciso de 2025 para continuar a estar triste, a chorar, a ter raiva, a ter pena de mim e a de me revoltar mas preciso que tudo isso traga-me finalmente Paz, que eu consiga libertar e consiga viver, não sobreviver.
Levo também as minhas pessoas, não quero deixar ninguém neste ano e aquelas que talvez ainda venham sejam sobretudo pessoas que me acrescentem.
Sentimos que o mais importa nesta data é estar PRESENTE.
Altura de reflexão, preparação para o nascimento Daquele a quem devemos esta data e amor mas que sentimos também como que uma avalanche nos apanhasse na subida de uma montanha, a confusão, gente por todo o lado, falta de paciência, corridas de um lado para o outro.
Mas e aquela emoção que temos, quando vemos a pessoa a quem demos o presente receber o presente que queria muito e dizer-nos - "era mesmo isto que eu queria!" e a alegria é selada com um abraço de coração para coração, ou aquele presente que demos e a pessoa nem imaginava receber mas quando o vimos pensámos que seria o perfeito para ela.
O nosso coração enchesse de alegria, pelo presente mais que perfeito.
Em tanta coisa que o ser humano falta este também é um ponto, sempre a falta de equilíbrio em tudo. Tudo é um exagero e um extremo, tanto para o mais como para o menos.
Havia uma música que a minha filha aprendeu na primária e que eu e o meu marido quando a ouvíamos chorávamos sempre...
O outono iniciou e fui atacada por uma procrastinação aguda e um cansaço excessivo. Limitava-me a fazer o que tinha mesmo de ser feito e sem mais forças ia adiando tudo o mais possível.
De repente sinto-me a despachar e a tratar de tudo o mais rápido possível, achando que ao riscar afazeres da minha lista esta poderia ficar mais pequena. Enganem-se!
Há sempre coisas a acrescentar!
Espero guardar-me para dia 17 e até ao fim do mês. Os filmes de Natal estão a sentir a minha falta e eu de sonhar um bocadinho.
Janeiro não se prevê mais calmo porque ao comprar a agenda nova e actualizá-la já parece bastante preenchida para 31 dias.
O receituário para mim é dançar pelo menos três vezes por semana, fazer uma coisa que eu gosto todos os dias pelo menos 30 minutos, e nestes 30 minutos não podem ser usados nas redes sociais (que não é difícil para mim) e a ver televisão. Começam por ser trinta minutos para que eu consiga cumprir e conseguir que se torne hábito.
Fazer reiki, cuidar de mim, viver mais leve.
Perguntei - "Onde está a pessoa que eu era, há alguns anos?"
A resposta foi - "Que não se é e não se fica a mesma pessoa depois das coisas porque passamos. Quando sempre olhamos para fora e não para dentro, quando a fuga para a frente era fazer, fazer e fazer."
Acalma-me o coração entender que já não volto a ser a mesma pessoa, mas que ainda posso ser ainda melhor.
É uma receita que que até pode parecer fácil de cumprir mas para mim não, que já tenho esta prescrição há um mês e ainda não fiz nada.
Mas hoje ORGULHOSAMENTE PAREI 30 minutos, mesmo tendo não sei quantas tarefas domésticas para fazer por ter estado o dia praticamente fora.