As amizades nem sempre resistem ao tempo, aos contratempos, aos atropelamentos da vida, à distância ou ao afastamento.
Mas depois há aquelas que sofrem tudo isto e voltam-se a unir com a frase "tudo o que precisares diz, a qualquer hora!
Não somos as mesmas acho mesmo que assumimos bem o nosso papel neste tempo distanciado, as diferenças marcaram-se mais e outras que pareciam com mais diferenças aproximaram-se.
Bastou um brunch, uma conversa de peito aberto e umas horas de compras e parecia que nada tinha mudado.
E ÀS VEZES O QUE MAIS DESEJAMOS É QUE HAJA COISAS QUE NUNCA MUDEM!
Não aquele sonho que fechamos os olhos para dormir e depois quando voltamos a abrir a maior parte das vezes nem nos lembramos do que sonhamos.
O meu sonho surgiu na minha adolescência quando via a série Sexo e a Cidade. As vezes que conseguia ver, porque naquela altura dava tarde, não sabia quando é que dava na televisão e se os meus pais soubessem que eu via um programa chamado Sexo e a Cidade não ficariam muito contentes, portanto aquilo para mim era também uma coisa mantida em segredo, mas eu adorava quando fazia zapping e assim do nada aparecia a minha série preferida com a minha personagem preferida, Carrie.
Eu sonhava em ser como ela! Ter a vida dela. O apartamento, as roupas (naquela altura algumas, hoje em dia, TODAS) mas a profissão dela era a minha paixão, escrever uma coluna para uma revista, OMG, um sonho.
Quando o ano passado revi a série toda, e este ano gostava de a rever outra vez, senti esse mesmo sonho.
Sinceramente estou a apostar tudo na próxima encarnação ah ah ah, já tenho uma lista enorme de sonhos/desejos, vamos lá ver se os consigo concretizar tudo.
O foco é estar ligada às artes e à comunicação, vamos lá torcer!
Valérie Perrin é sem dúvida nenhuma a minha escritora preferida.
Autora dos livros "A Breve Vida das Flores", "Três", "Os Esquecidos de Domingo" e "Querida Tia". Já li todos, excepto "Os Esquecidos de Domingo" que já comecei a ler mas não consegui continuar.
Três crianças, Adrien, Étienne e Nina conhecem-se na escola e tornam-se amigos inseparáveis toda a sua adolescência. Com vários acontecimentos na vida de cada vamos lendo ao longo da narrativa a verdadeira história contada por cada uma.
Confesso que em algumas partes do livro senti-me confusa sobre quem era a história, mas achei o livro espectacular, é como se uma dançássemos ao som de uma música desconhecida sem sabermos qual a coreografia a seguir mas tudo no final faz sentido.
Claro que estou ansiosa por um próximo livro dela e em 2026 irá ser lançada uma longa metragem do livro A Breve Vidas das Flores, que acredito e espero que passe em Portugal.
Há dores que vão doer a vida toda. Há demónios que nunca irão sair de nós, Não que não queiramos mas viraram a nossa 2ª pele ou simplesmente ficaram adormecidos.
São essas mesmas dores, que esses mesmos demónios, e a forma como fazem parte de nós, que nos vão tornando ou moldando nas pessoas que nos tornamos.
Não há segredo, há saber continuar a viver e apenas olhar para eles de forma a não doer tanto.
Este texto, nem sei porquê veio-me à ideia porque pretendia escrever um postal para alguém. Começou por ser para alguém mas depois pensei que podia ser para mim e acredito que possa ser para todos.
Apercebo-me que as pessoas à volta não me entendem. Parei de argumentar em minha defesa ou em defesa dos meus pontos de vista, deixo tudo como está e como as pessoas acham ou pensam que é. Deixo permanecer as suas opiniões, o que deveria ser.
Encontrei a minha paz nesse poder tão grande que é o silêncio e no poder do meu pensamento, do que acho que sou e no que acho que devo fazer. Digo "acho" porque apercebi-me também que nem sempre quero o mesmo, que nem sempre sou como acho que deveria ser e nem sempre faço o que deveria fazer, guio-me apenas pelas circunstâncias do momento e muitas vezes pelo exterior pessoal.
Vejo e oiço as pessoas com as maiores das suas certezas a acharem que sabem tudo, que conhecem o outro e depois nada estava certo. Mas isto não é sobre os outros é sobre mim.
FINALMENTE percebo porque nunca me encaixei na minha família, apesar de ninguém estar nas posições que deveria estar e de eu ter gostado de ter outra história de vida, a razão foi que inconscientemente eu sempre quis uma vida diferente da deles, uma vida com mais leveza!
O meu inconsciente é irrequieto, seria mais fácil se o consciente e o inconsciente estivessem de acordo, mas o primeiro quer se resignar, e o segundo luta por tudo aquilo que ainda quer.
Aceitar e não resignar-me, creio que tudo passa por aí mas nunca é um processo rápido, para tudo é preciso tempo!
Farei anos em Agosto se assim Deus o quiser. E tinha pensado este ano, fazer uma "festa à cigano" neste caso não de três dias mas de quatro.
Já tinha falado com algumas pessoas, o tema da festa já estava pensado, álbum no Pinterest como inspiração, encomendas de artigos feitas e recebidas da Temu para a decoração. Quando de repente ou não assim tão de repente "assusto-me" com a quantidade de dias que iria estar com várias pessoas, e são pessoas que gosto tanto, que conheço há mais de 20 anos. Mas a minha vida actual é muito diferente, só não só definitivamente ermita porque não posso ser.
Comecei a pensar na quantidade de horas de convívio social, sempre atenta e em cuidado para que nada falte em atenção, cuidado e comida, porque sou o exagero de pessoa a querer receber bem, e que toda a gente saia super feliz de ao pé de mim com a satisfação de ter sido muito bem tratada.
Por isso acho que ainda não foi este ano que consegui imitar os meus antigos aniversários, embora este ano fosse muito menos gente do que eram antigamente.
Tento-me concentrar no meu pequeno mundo, e com tanta responsabilidade familiar a energia não dá para tudo, e não chega para o que mais gosto, para o que eu ainda gostaria de vir a fazer e a ser. Talvez na minha próxima vida!
Por estas razões estará tudo em aberto, sem programação.
Do nada, ou então não tão do nada assim tens a consciência que as pessoas que tens à tua volta são aquelas que "abusam" de ti. Porque és forte, porque chegas-te à frente, porque resolves e tratas de tudo.
São aqueles que supostamente te deviam proteger que mais mal te fazem, que mais te sobrecarregam, ao longo da vida sempre foi assim, agora será ainda pior por ser adulta. Quando em criança não tiveste as tuas necessidades suficientemente atendidas em adulta veem como tua obrigação de fazeres e tratares.
Quanto criança absorves as dores dos outros, a raiva, a tristeza e tens as tuas próprias dores.
Fazer o melhor ou melhor tentas sempre fazer o melhor mas nunca é suficiente e nem se dá valor nem se reconhece, às vezes a dor é imensa, tão forte que não consegues deitar cá para fora.
O meu corpo é pequeno para a dor do passado e do presente, o meu corpo é pequeno para tamanha raiva do passado e do presente, o meu corpo é pequeno para a esperança do passado, da pequena esperança do presente e talvez para nenhuma esperança no futuro pela falta de tempo.
É missão de vida e viver com culpa o resto da vida não é opção então "aceita que dói menos.
Agora que tiraste os óculos cor de rosa e vês cada um como é chocante e doloroso mas no teu íntimo sabes também que Deus não será benevolente com eles.
Tentei aproveitar o mês de Junho ao máximo, acho que consegui mas como sempre acho que podia ter aproveitado mais, ter feito mais, ter sido melhor enfim, eu a ser eu.
Fui a vários arraiais, comi entremeada no pão que tanto me apetecia, ouvi as músicas que não me fazem parar de querer dançar.
Junho é sem dúvida o meu mês preferido, podia era ter sido mais fresco, uma pessoa vai para a idade e o calor começa a ser menos tolerado, as pessoas sentem-se mais felizes, mais bonitas, é um "desabrochar humano", ah ah ah.
Passaram muito rápido estes 30 dias e já veio o Julho, o meu desejo é voltar ao recolhimento e ao silêncio mas, aproveitando o exterior.
Quero um Julho sem expectativas e não me traga a ansiedade que o pensar em Setembro me tem trazido nos últimos anos.
Poderão pensar que talvez eu devesse viver no presente e que ainda falta algum tempo para Setembro mas para pessoas ansiosas nem sempre é fácil.
Vi-me a meio do livro a perguntar a mim própria "porque escolhi este livro?", mas continuei a lê-lo e posso afirmar que acabou por me surpreender, pela positiva.
Florence Day é uma escritora fantasma que se vê numa situação de bloqueio criativo com os prazos para terminar o livro já ultrapassados as coisas começam a ficar bastante complicadas para ela.
Como é que uma escritora escreve romances se deixou de acreditar no amor?
No meio do caos que está a sua vida recebe uma triste noticia e tem que voltar à sua terra Natal onde já não ia há dez anos. Ao voltar ficamos a conhecer melhor toda a sua história, a história da sua família e a verdadeira razão de nunca ter querido voltar.
Este livro pode até não ter um final inesperado, mas a particularidade de cada personagem e os diálogos fazem-nos passar por várias emoções ao longo da história.